Aquele que eu tanto adiei.

Já não sei mais o que fazer ou qual caminho seguir. Ficar longe de você dói. Mas dói mais ainda a possibilidade de estar adiando o inevitável. Eu sabia onde estava me metendo desde o primeiro dia, ou pensei que soubesse. Mas eu lidaria com isso depois, dizia a mim mesma. Só que o depois enfim chegou e agora eu não sei lidar.

Sempre pensei que fosse mais forte que isso tudo e que encararia facilmente a distancia física, afinal não era a primeira vez que me colocava nessa situação. Mas nenhum deles era você. Nenhum deles se jogou de cabeça na bagunça que é minha vida e fez planos comigo. Nenhum deles me fez realmente acreditar no plano de 2 filhos e 3 cachorros. Você sim. E eu passei a te amar ainda mais por isso, o que torna tudo ainda mais difícil.

Sempre acreditei que o mundo fosse nosso, só não sabia que seria assim tão difícil conhecê-lo juntos. A verdade é que tenho medo. De que você mude e eu não me encaixe mais em sua vida. De que eu mude e encontre consolo em outro alguém. De nos magoarmos. De me acomodar e parar de ir atrás dos meus sonhos por estar ocupada vivendo o seu. De dar um fim triste pra uma história tão bonita.

Temos uma vida inteira pela frente e talvez agora seja a hora de aprender a encara-la sozinhos. Descobrindo novos sonhos, fazendo novos planos, nos permitindo andar por novos caminhos. Quanto ao futuro, resolvi parar de tentar prever.

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Aquele que eu tanto adiei.

Já não sei mais o que fazer ou qual caminho seguir. Ficar longe de você dói. Mas dói mais ainda a possibilidade de estar adiando o inevitável. Eu sabia onde estava me metendo desde o primeiro dia, ou pensei que soubesse. Mas eu lidaria com isso depois, dizia a mim mesma. Só que o depois enfim chegou e agora eu não sei lidar.

Sempre pensei que fosse mais forte que isso tudo e que encararia facilmente a distancia física, afinal não era a primeira vez que me colocava nessa situação. Mas nenhum deles era você. Nenhum deles se jogou de cabeça na bagunça que é minha vida e fez planos comigo. Nenhum deles me fez realmente acreditar no plano de 2 filhos e 3 cachorros. Você sim. E eu passei a te amar ainda mais por isso, o que torna tudo ainda mais difícil.

Sempre acreditei que o mundo fosse nosso, só não sabia que seria assim tão difícil conhecê-lo juntos. A verdade é que tenho medo. De que você mude e eu não me encaixe mais em sua vida. De que eu mude e encontre consolo em outro alguém. De nos magoarmos. De me acomodar e parar de ir atrás dos meus sonhos por estar ocupada vivendo o seu. De dar um fim triste pra uma história tão bonita.

Temos uma vida inteira pela frente e talvez agora seja a hora de aprender a encara-la sozinhos. Descobrindo novos sonhos, fazendo novos planos, nos permitindo andar por novos caminhos. Quanto ao futuro, resolvi parar de tentar prever.

Não me diga que está com saudade

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Não me diga que está com saudade se você não está. Não me venha com suas palavras bonitas e frases prontas se não é nada disso que você realmente sente. Sinceridade é uma coisa tão linda e tão rara hoje em dia… Você ficaria realmente surpreso se soubesse o quanto eu a valorizo mais que um elogio forçado.

Não me diga o quanto você gostaria de me ver, sendo que na prática não faz o mínimo esforço para que isso aconteça. Não tente colocar a culpa toda em mim, quando no fundo você sabe que quem não fez por onde foi você. Não faça joguinhos comigo, já passei da fase de fingir falta de interesse para prender alguém. Não me faça promessas vazias, quando você não pretende estar presente no futuro para cumpri-las. Não me dê satisfações da sua vida, se você sente que é apenas por obrigação.

Não estou te pedindo que abra mão de nada por mim. Não estou dizendo que você precisa me dar atenção 24 horas por dia. Não vou te fazer cobranças desnecessárias. Mas não diga que está com saudade. Um “Tô indo te ver” cai bem melhor.

Você ainda vai passar por essa porta?

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Certa vez ouvi de uma amiga (que por sinal costuma ser bem racional e coloca minha cabeça no lugar) que eu e outra amiga nossa temos a mania de definir vários dos nossos “casinhos” como inacabados. De acordo com ela, se não estamos mais com aquela pessoa, não tem como ser inacabado. Simplesmente durou pelo tempo que deveria e chegou ao fim.

Eu, que tenho a mania de ser teimosa, até hoje não concordo totalmente com isso. Acontece que nós, seres humanos, temos a necessidade de passar por encerramentos. Algo que aconteça ou seja dito que realmente garanta que a situação não tem volta. Caso contrário, a porta fica (nem que seja por pouco) aberta. E é aí onde mora o problema desses casos inacabados.

Fechar a porta para alguém é extremamente difícil, pois há a necessidade de reconhecer que dali não há como sair algo bom novamente. Mas quando acaba por motivos alheios e incontroláveis e a tal da porta fica aberta… Aí pode vir a ser muito pior. Simplesmente pelo fato de que qualquer ação, gesto ou palavra pode ser interpretado como sinal de que ainda existe algo ali. Daí surgem todas aquelas expectativas (que na maioria das vezes não são cumpridas já que ninguém é obrigado a saber o que exatamente você espera) e, em muitos casos, a desilusão.

Não que seja errado ainda ter esperança. O errado aqui é se prender excessivamente ao passado por esperar algo do futuro. Cada um tem plena consciência das portas abertas existentes em suas vidas. O que nos falta é somente analisar quais merecem ser mantidas assim e quais, cedo ou tarde, devem ser fechadas.

Não exija demais de mim

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Queria deixar algo claro pra você. Antes de você aparecer, eu nunca havia sentido tanta vontade de me jogar no mundo com alguém. Talvez você não acredite nisso, mas sempre fui daquelas solteiras convictas e extremamente satisfeitas com isso, até que você me fez ter vontade de abrir mão da minha tão amada liberdade pra me comprometer.

Mas sabe, isso não quer dizer que deixei toda minha vida e meus costumes para trás. Eu ainda tenho muitos problemas de confiança, ainda não sinto vontade de me abrir como você faz com tanta facilidade. E veja bem, eu preciso que você aprenda a respeitar isso. Do mesmo modo que aprendi (e ainda estou aprendendo) a lidar com sentimentos de outra pessoa que não seja eu.

Sua eterna mania de achar que não estou me abrindo por não estar cem por cento comprometida me machuca, sabia? Me faz até questionar se é assim mesmo que deveria ser. Você sempre me disse que um relacionamento é feito de altos e baixos. Só que, sinceramente, de uns tempos pra cá eu não vejo tantos altos assim. E, se os bons momentos não superam todas as nossas brigas, será que realmente vale a pena?

O que eu queria deixar claro é que nunca antes havia me sentido tão segura ao lado de alguém. O que mais quero no mundo é transformar todo os nossos erros em acertos. Mas pra isso, meu bem, você precisa pelo menos tentar entender que antes de tudo, como já dizia a música, você se apaixonou pelos meus erros. E eu honestamente não estou pronta para me livrar de todos eles.

Um pouco sobre a defraudação emocional

O post de hoje vem meio diferente, já que não vou compartilhar nenhum texto meu. Vim aqui somente pra mostrar pra vocês um vídeo do João Bertoni que acabou me chocando pois me fez perceber que esse tipo de atitude realmente é mais comum do que nós pensamos. Qualquer um pode acabar se deixando levar e fazendo esse tipo de coisa, seja por gerar expectativas no outro, seja por se permitir “ser o amuleto de alguém”, como o João comenta no vídeo. Sem mais, assistam ao vídeo e, caso se interessem pelo assunto, podem procurar saber mais no blog da pastora Sarah Sheeva, que escreveu um livro intitulado “Defraudação Emocional”.

Sobre o direito de me permitir ser minha

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Resolvi tirar um tempo só pra mim. Me dar um tempo, sabe? Acho que depois de tanto me afogar no mar das minhas próprias expectativas (e também perceber que nem sempre é possível evitá-las), simplesmente cansei de alimentá-las com coisas ou pessoas superficiais.

Afinal, chega uma hora que a gente simplesmente para de se importar, né. Não com tudo, obviamente. Mas de se importar em vão, com o que não vai levar a nada. Não que devamos obrigatoriamente parar de aproveitar coisas momentâneas, passageiras e afins. Mas se há plena consciência de que é transitório, pra que apostar tantas fichas e esquentar tanto a cabeça?

Percebi também nesse tempo que acabei desenvolvendo certo tipo de preguiça de gente. Preguiça de fazer por onde, de me esforçar e de perder tempo com gente vazia. Já que realmente resolvi me dar um tempo, acho que tudo isso faz parte. E quer saber? Eu tenho esse direito. De me permitir recusar convites apenas por preguiça. E, principalmente, por vontade e necessidade de me colocar em primeiro lugar. Colocar as ideias no lugar. A vida no lugar.

Não quero ser o tipo de pessoa que se entrega a qualquer coisa pela metade, sei muito bem que ninguém merece alguém assim. O que muitos não entendem é que, pra ser inteira, eu não preciso de ninguém além de mim mesma.