Não me diga que está com saudade

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Não me diga que está com saudade se você não está. Não me venha com suas palavras bonitas e frases prontas se não é nada disso que você realmente sente. Sinceridade é uma coisa tão linda e tão rara hoje em dia… Você ficaria realmente surpreso se soubesse o quanto eu a valorizo mais que um elogio forçado.

Não me diga o quanto você gostaria de me ver, sendo que na prática não faz o mínimo esforço para que isso aconteça. Não tente colocar a culpa toda em mim, quando no fundo você sabe que quem não fez por onde foi você. Não faça joguinhos comigo, já passei da fase de fingir falta de interesse para prender alguém. Não me faça promessas vazias, quando você não pretende estar presente no futuro para cumpri-las. Não me dê satisfações da sua vida, se você sente que é apenas por obrigação.

Não estou te pedindo que abra mão de nada por mim. Não estou dizendo que você precisa me dar atenção 24 horas por dia. Não vou te fazer cobranças desnecessárias. Mas não diga que está com saudade. Um “Tô indo te ver” cai bem melhor.

Você ainda vai passar por essa porta?

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Certa vez ouvi de uma amiga (que por sinal costuma ser bem racional e coloca minha cabeça no lugar) que eu e outra amiga nossa temos a mania de definir vários dos nossos “casinhos” como inacabados. De acordo com ela, se não estamos mais com aquela pessoa, não tem como ser inacabado. Simplesmente durou pelo tempo que deveria e chegou ao fim.

Eu, que tenho a mania de ser teimosa, até hoje não concordo totalmente com isso. Acontece que nós, seres humanos, temos a necessidade de passar por encerramentos. Algo que aconteça ou seja dito que realmente garanta que a situação não tem volta. Caso contrário, a porta fica (nem que seja por pouco) aberta. E é aí onde mora o problema desses casos inacabados.

Fechar a porta para alguém é extremamente difícil, pois há a necessidade de reconhecer que dali não há como sair algo bom novamente. Mas quando acaba por motivos alheios e incontroláveis e a tal da porta fica aberta… Aí pode vir a ser muito pior. Simplesmente pelo fato de que qualquer ação, gesto ou palavra pode ser interpretado como sinal de que ainda existe algo ali. Daí surgem todas aquelas expectativas (que na maioria das vezes não são cumpridas já que ninguém é obrigado a saber o que exatamente você espera) e, em muitos casos, a desilusão.

Não que seja errado ainda ter esperança. O errado aqui é se prender excessivamente ao passado por esperar algo do futuro. Cada um tem plena consciência das portas abertas existentes em suas vidas. O que nos falta é somente analisar quais merecem ser mantidas assim e quais, cedo ou tarde, devem ser fechadas.

Não exija demais de mim

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Queria deixar algo claro pra você. Antes de você aparecer, eu nunca havia sentido tanta vontade de me jogar no mundo com alguém. Talvez você não acredite nisso, mas sempre fui daquelas solteiras convictas e extremamente satisfeitas com isso, até que você me fez ter vontade de abrir mão da minha tão amada liberdade pra me comprometer.

Mas sabe, isso não quer dizer que deixei toda minha vida e meus costumes para trás. Eu ainda tenho muitos problemas de confiança, ainda não sinto vontade de me abrir como você faz com tanta facilidade. E veja bem, eu preciso que você aprenda a respeitar isso. Do mesmo modo que aprendi (e ainda estou aprendendo) a lidar com sentimentos de outra pessoa que não seja eu.

Sua eterna mania de achar que não estou me abrindo por não estar cem por cento comprometida me machuca, sabia? Me faz até questionar se é assim mesmo que deveria ser. Você sempre me disse que um relacionamento é feito de altos e baixos. Só que, sinceramente, de uns tempos pra cá eu não vejo tantos altos assim. E, se os bons momentos não superam todas as nossas brigas, será que realmente vale a pena?

O que eu queria deixar claro é que nunca antes havia me sentido tão segura ao lado de alguém. O que mais quero no mundo é transformar todo os nossos erros em acertos. Mas pra isso, meu bem, você precisa pelo menos tentar entender que antes de tudo, como já dizia a música, você se apaixonou pelos meus erros. E eu honestamente não estou pronta para me livrar de todos eles.

Um pouco sobre a defraudação emocional

O post de hoje vem meio diferente, já que não vou compartilhar nenhum texto meu. Vim aqui somente pra mostrar pra vocês um vídeo do João Bertoni que acabou me chocando pois me fez perceber que esse tipo de atitude realmente é mais comum do que nós pensamos. Qualquer um pode acabar se deixando levar e fazendo esse tipo de coisa, seja por gerar expectativas no outro, seja por se permitir “ser o amuleto de alguém”, como o João comenta no vídeo. Sem mais, assistam ao vídeo e, caso se interessem pelo assunto, podem procurar saber mais no blog da pastora Sarah Sheeva, que escreveu um livro intitulado “Defraudação Emocional”.

Sobre o direito de me permitir ser minha

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Resolvi tirar um tempo só pra mim. Me dar um tempo, sabe? Acho que depois de tanto me afogar no mar das minhas próprias expectativas (e também perceber que nem sempre é possível evitá-las), simplesmente cansei de alimentá-las com coisas ou pessoas superficiais.

Afinal, chega uma hora que a gente simplesmente para de se importar, né. Não com tudo, obviamente. Mas de se importar em vão, com o que não vai levar a nada. Não que devamos obrigatoriamente parar de aproveitar coisas momentâneas, passageiras e afins. Mas se há plena consciência de que é transitório, pra que apostar tantas fichas e esquentar tanto a cabeça?

Percebi também nesse tempo que acabei desenvolvendo certo tipo de preguiça de gente. Preguiça de fazer por onde, de me esforçar e de perder tempo com gente vazia. Já que realmente resolvi me dar um tempo, acho que tudo isso faz parte. E quer saber? Eu tenho esse direito. De me permitir recusar convites apenas por preguiça. E, principalmente, por vontade e necessidade de me colocar em primeiro lugar. Colocar as ideias no lugar. A vida no lugar.

Não quero ser o tipo de pessoa que se entrega a qualquer coisa pela metade, sei muito bem que ninguém merece alguém assim. O que muitos não entendem é que, pra ser inteira, eu não preciso de ninguém além de mim mesma.

Amizade é via de mão dupla

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Ao longo dos meus míseros 19 anos de idade, se teve uma coisa que nunca vi foi algum relacionamento dar certo quando só houve esforço de uma das partes. Não estou falando de se esforçar para impressionar e dar motivos para que o outro queira ficar, afinal, sempre fui adepta a filosofia que diz que se precisamos nos esforçar tanto para manter alguém ao nosso lado, é porque ele não merece estar ali. Além disso, cheguei em uma fase em que só vejo necessidade de conviver com quem realmente tem algo a acrescentar e me mostra que todo o “esforço” é mútuo.

Estou aqui falando não em insistir para que o outro fique, e sim em não dar motivos para que ele vá. Em evitar confusões desnecessárias por motivos que logo, logo serão esquecidos. Reconhecer que não é porque é seu amigo que te pertence exclusivamente. Reconhecer também que cada um tem suas limitações e o que pode ser algo pequeno e sem importância para você pode vir a se tornar uma grande magoa para o outro. Aprender a passar por cima do orgulho por quem merece e se desculpar por qualquer mal causado mesmo que sem intenção. Aprender também a perdoar e se dar conta de que, como seres humanos, somos todos passíveis ao erro, e não será seu amigo que vai fugir da regra. Aprender que na amizade verdadeira não existe ganhador e perdedor, existem duas pessoas que abrem mão de certas coisas por um bem maior.

Já perdi as contas de quantos “amigos” perdi até hoje por falta dessas coisas básicas. Por falta de respeito, de confiança, de compreensão. Dizem que, à medida em que envelhecemos, nosso círculo de amizade tende a diminuir. Não desejo que comigo seja diferente. Desejo apenas que comigo fiquem os poucos, os bons, os loucos e, acima de tudo, os que, não importa a distância ou o tempo que fiquem afastados, sempre estarão ali.

Não hesite em deixar pra trás

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Nunca fui fã de despedidas. Talvez o fato de elas sempre terem sido presentes na minha vida seja a causa disso. Nunca fui boa em dizer “adeus”, “tchau” ou até um “até logo”. Nunca foi meu forte me despedir de coisas, lembranças, lugares e, pior ainda, pessoas.

A sensação de possibilidade de não rever algo, seja lá pelo qual motivo, foi se tornando um pouco menos aflitiva, mas sem deixar de ser mais uma das coisas com as quais não aprendi totalmente a lidar.

Apesar disso, se tem algo que as despedidas me ensinaram foi que, mesmo dolorosas, elas são necessárias. Somos tão acostumados com nossa rotina, nossos hábitos e nosso dia-a-dia que deixamos de enxergar o quanto precisamos nos despedir de certas coisas.

De coisas que ocupam espaço desnecessário. De certas lembranças que insistem a nos prender ao passado. De certos lugares que fazem mal por não nos deixar à vontade. E, principalmente, de certas pessoas que nos põem para baixo e nos limitam.

Conheceremos durante a vida todo tipo de pessoa, mas cabe a nós perceber quem vai se despedir com o primeiro obstáculo que aparecer e quem realmente fica. E, acima de tudo, cabe a cada um aprender a lidar com isso da melhor forma que puder.