Transformações Inerentes

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Cá estou eu querendo falar de mudanças de novo. O fato é que se há um ano atrás me perguntassem onde eu me veria dentro de um ano, a resposta com certeza não teria nada a ver com a minha situação atual.

Se tem uma coisa que eu não imaginava, é que eu fosse precisar mudar de cidade. Mas as mudanças sobre as quais eu quero falar não são essas que envolvem caixas e malas, nem nada disso. Quero falar sobre as que vêm junto à essas outras, com o passar do tempo. Por um bom tempo eu continuei indignada com o fato de ter precisado me mudar, não aceitava de jeito nenhum ser tirada de perto, de forma tão ríspida, de tudo aquilo que eu estava acostumada. Eu não estava nem um pouco satisfeita em ter que sair da minha zona de conforto, não pelos motivos que me levaram a fazer isso.

Calma, não estou aqui dizendo que agora está tudo às mil maravilhas. Acontece que eu finalmente vi na prática essa de que “há certos males que vêm para o bem”. Adquiri certa maturidade e parei de reclamar, já que isso só estava me prejudicando e me fechando pro mundo. Percebi que essa talvez seja uma oportunidade que favoreça minha vida profissional. Conheci pessoas que pretendo levar pra minha vida toda. Entendi que aprender a se virar na prática pode não ser o mais fácil, mas é um ótimo modo de crescer.

Não quero dizer que não pretendo voltar pra “casa”. Pelo contrário, pretendo voltar assim que for possível. Mas isso não quer dizer que eu não possa aproveitar as oportunidades que surgirem enquanto isso não acontece. Afinal, quem mais pode aproveitar a sua vida senão você? E se me perguntarem onde estarei daqui um ano? Não sei, mas faço questão de pagar pra ver.

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