Não culpe o outro pelas suas próprias expectativas

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Por um certo tempo pensei que fosse errado criar esperanças. Isso é basicamente o que querem que a gente pense. Que não podemos criar esperanças, expectativas e muito menos esperar o melhor dos outros. Afinal, ninguém pode correr o risco de se decepcionar, né?

O que muita gente não pensa é que o problema não está em esperar o melhor dos outros. O problema acontece quando culpamos o outro caso ele não cumpra a nossa expectativa.

Eu tenho sim o direito de querer que algo dê certo, esperar que isso aconteça e não me contentar com menos do que eu acho que mereço. Acontece que a outra pessoa também tem o direito de querer algo diferente que eu, além de não ter obrigação alguma de cumprir as expectativas criadas por mim. E não há nada de errado nisso, muito menos quer dizer que você errou em algum momento.

Nada mais normal que pessoas diferentes terem objetivos de vida diferentes, felizmente ou não. E não é porque não teve o fim que você queria que necessariamente tenha dado errado. Aceitar tudo isso não é fácil, mas culpar os outros pelas suas próprias frustrações consegue ser ainda pior.

“Quando a mente muda a gente anda pra frente…”

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Acordei com o barulho da chuva na janela. O “friozinho” que fazia só me deixava com mais vontade de passar o resto do dia embaixo do edredom. Não sei se é assim com todo mundo, mas dias chuvosos sempre me fizeram refletir. Eu, que já falei tanto sobre mudanças, me peguei mais uma vez analisando todas pelas quais já passei.

Uma das mais perceptíveis de uns bons meses pra cá foi a de deixar alguém ir. Finalmente me libertar de algo que me fazia mal e que hoje posso olhar de longe (ou até mesmo de perto) e desejar verdadeiramente o bem. Que não insista em voltar a ser presente, mas que fique bem. Engraçada essa situação, de não se afetar mais com algo que já foi uma parte tão importante na vida. E o motivo que me leva a desejar discorrer sobre isso (correndo o risco de soar repetitiva) é somente porque, por um momento, nunca pensei que fosse chegar a esse ponto.

Mas o tempo, que todos dizem ser tão generoso (e pra provar isso basta olhar umas fotos da minha infância) realmente se encarrega de mostrar quem vale a pena, e quem – parafraseando Fernanda Estellita -, depois de já ter feito mal, dificilmente voltará a fazer bem. Mas, mais importante ainda, é que o tempo dá a maturidade necessária pra aceitar essas coisas.

Parei pra pensar também (e pra tentar aceitar) que, sabe, eu sinto falta desse “querer alguém”. Temos essa mania ridícula de esconder sentimentos e insistir em joguinhos, mas no fundo, por mais fria que uma pessoa seja, “querer alguém” traz consigo sensações únicas que, nem que seja no começo, nos fazem o maior bem do mundo.

O melhor sobre essas mudanças é justamente a sua constância. Ontem acordei extremamente satisfeita. Hoje acordei com vontades. Amanhã, quem sabe, posso começar a realizá-las, e o tempo vai me ajudar a descobrir como.

Sobre Interesses e Vontades

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Dia desses numa rodinha de amigas eu ouvi a seguinte frase “Se você não quer nada sério, você fica com o menino. Mas se você quer, você não fica com ele, mesmo querendo.. É uma lógica doida, mas funciona”. Eu, como toda pessoa que gosta de escrever, fiquei um bom tempo encucada com isso, até que não me segurei e precisei discorrer a respeito.

Como assim, se você quer relacionamento sério você não pode ficar com o menino, mesmo se estiver querendo muito? Não estou criticando a minha amiga especificamente, até porque sei que muitos pensam assim hoje, o que eu quero dizer é: que bosta de sociedade é essa que nós vivemos onde uma menina não pode demonstrar interesse senão é considerada “fácil”? Quer dizer que alguém que procura evitar esses joguinhos e complicações (que, cá pra nós, só são ligeiramente legais caso você não esteja a procura de um relacionamento) vai estar fadada a se dar mal justamente por isso? Quer dizer que uma mulher não pode se considerar bem resolvida, que ninguém à levará a sério?

Não estou aqui afirmando que acho que é a vez das mulheres se jogarem nos caras, nem nada disso. Só não consigo enxergar qual o problema de estar interessada e não esconder isso. Essa mentalidade arcaica ainda presente hoje em dia faz com que tais pessoas sejam vistas com menor valor, tanto pelos homens, como até mesmo pelas próprias mulheres. E, sinceramente, uma sociedade que não permite que seus indivíduos se expressem e demonstrem suas vontades não tem como ser mais absurda.