Nem sempre vai ficar tudo bem

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Esse não é um texto sobre esperança. Muito menos pra te fazer acreditar que, no fim, vai dar tudo certo. Porque a verdade é que não é sempre que vai dar, não. Às vezes vai dar errado de todas as formas possíveis e imagináveis (talvez nem sempre imagináveis), por mais que você deseje e tenha feito de tudo pra dar certo. A vida nunca foi muito justa e nem sempre é a sua boa vontade que vai mudar isso.

Talvez aquela sua viagem tão bem planejada seja totalmente o oposto do que você planejou. Aquele emprego que você tanto quis acabou com alguém que falava mais idiomas que você. Você se esforçou pra caramba pra conseguir alguma coisa e ninguém deu o valor devido. O amor da sua vida já tem outro amor.

Às vezes são pequenas coisas. Mas às vezes essas derrotas se tornam tão grandes que a gente se pergunta se vai realmente conseguir superar aquilo Mas olha, vai sim. Talvez com algumas baitas cicatrizes, mas vai. Com um jeito de encarar o mundo totalmente diferente, mas vai. Nem sempre vai ficar tudo bem, não do jeito que você queria que ficasse. Mas vai ficar tudo certo, de uma forma ou de outra.

Esse não é um texto sobre esperança. Mas é pra te mostrar que isso tudo é inevitável. Que, no fim das contas, não é sempre culpa sua. Que se não fossem essas derrotas talvez você não desse tanto valor a tudo que vai conquistar depois. Que vai doer, pode até demorar, mas dor nenhuma dura pra sempre.

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Uma das poucas certezas que posso te dar 

 

 

Acontece que tem gente que, não importa o quanto façamos por onde, nunca vai levar a sério o suficiente. É que tem gente que não vale o tempo. Tem gente que não vale o esforço. E, pior ainda, tem gente que finge valer tudo isso.

Não adianta fugir, você ainda vai encontrar alguém assim por aí. A depender da sua sorte, mais de uma vez inclusive. Não importa o quão maduro, evoluído ou blindado você se considere, você provavelmente não vai conseguir escapar assim fácil. Provavelmente não vai nem se dar conta da situação em que está se metendo até que seja tarde. E você vai quebrar a cara. E sinto informar, vai doer. E você vai se perguntar por que, depois de enfim ter se permitido se entregar, tudo acabou assim.

Mas por favor, não se culpe por isso. Não deixe que isso te torne alguém fechado a novas oportunidades. Não deixe que isso te faça uma pessoa amarga que só pretende ferir os outros. Acima de tudo, não deixe que isso te impeça de ver o quanto essas decepções são necessárias.

Pouco a pouco a gente se recupera, vai se reerguendo e aprende que não há melhor forma de lidar com isso que cuidando de si mesmo. E é só assim que um dia pode aparecer alguém que valha tudo aquilo.

Sobre o direito de me permitir ser minha

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Resolvi tirar um tempo só pra mim. Me dar um tempo, sabe? Acho que depois de tanto me afogar no mar das minhas próprias expectativas (e também perceber que nem sempre é possível evitá-las), simplesmente cansei de alimentá-las com coisas ou pessoas superficiais.

Afinal, chega uma hora que a gente simplesmente para de se importar, né. Não com tudo, obviamente. Mas de se importar em vão, com o que não vai levar a nada. Não que devamos obrigatoriamente parar de aproveitar coisas momentâneas, passageiras e afins. Mas se há plena consciência de que é transitório, pra que apostar tantas fichas e esquentar tanto a cabeça?

Percebi também nesse tempo que acabei desenvolvendo certo tipo de preguiça de gente. Preguiça de fazer por onde, de me esforçar e de perder tempo com gente vazia. Já que realmente resolvi me dar um tempo, acho que tudo isso faz parte. E quer saber? Eu tenho esse direito. De me permitir recusar convites apenas por preguiça. E, principalmente, por vontade e necessidade de me colocar em primeiro lugar. Colocar as ideias no lugar. A vida no lugar.

Não quero ser o tipo de pessoa que se entrega a qualquer coisa pela metade, sei muito bem que ninguém merece alguém assim. O que muitos não entendem é que, pra ser inteira, eu não preciso de ninguém além de mim mesma.

“Quando a mente muda a gente anda pra frente…”

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Acordei com o barulho da chuva na janela. O “friozinho” que fazia só me deixava com mais vontade de passar o resto do dia embaixo do edredom. Não sei se é assim com todo mundo, mas dias chuvosos sempre me fizeram refletir. Eu, que já falei tanto sobre mudanças, me peguei mais uma vez analisando todas pelas quais já passei.

Uma das mais perceptíveis de uns bons meses pra cá foi a de deixar alguém ir. Finalmente me libertar de algo que me fazia mal e que hoje posso olhar de longe (ou até mesmo de perto) e desejar verdadeiramente o bem. Que não insista em voltar a ser presente, mas que fique bem. Engraçada essa situação, de não se afetar mais com algo que já foi uma parte tão importante na vida. E o motivo que me leva a desejar discorrer sobre isso (correndo o risco de soar repetitiva) é somente porque, por um momento, nunca pensei que fosse chegar a esse ponto.

Mas o tempo, que todos dizem ser tão generoso (e pra provar isso basta olhar umas fotos da minha infância) realmente se encarrega de mostrar quem vale a pena, e quem – parafraseando Fernanda Estellita -, depois de já ter feito mal, dificilmente voltará a fazer bem. Mas, mais importante ainda, é que o tempo dá a maturidade necessária pra aceitar essas coisas.

Parei pra pensar também (e pra tentar aceitar) que, sabe, eu sinto falta desse “querer alguém”. Temos essa mania ridícula de esconder sentimentos e insistir em joguinhos, mas no fundo, por mais fria que uma pessoa seja, “querer alguém” traz consigo sensações únicas que, nem que seja no começo, nos fazem o maior bem do mundo.

O melhor sobre essas mudanças é justamente a sua constância. Ontem acordei extremamente satisfeita. Hoje acordei com vontades. Amanhã, quem sabe, posso começar a realizá-las, e o tempo vai me ajudar a descobrir como.

O tal do “timing perfeito”

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Comecei a acreditar nessa história de pessoa certa na hora errada. Calma lá, não quero dizer que é a pessoa certa pra vida toda, longe de mim querer prever o futuro com minha tão pouca experiência de vida. Acontece que infelizmente nos envolvemos com pessoas que teriam de tudo pra nos fazer felizes, só que nem sempre é o melhor momento pra isso.

Também não quero dizer que seja sempre e somente culpa da outra pessoa, aqui não é lugar pra hipocrisia. Talvez seja você que não é maduro o suficiente pra enfrentar as dificuldades de um relacionamento. Talvez vocês dois já tinham outros planos antes mesmo de se conhecer. Talvez cada um esteja em uma fase diferente da vida. Talvez algo melhor vá acontecer no futuro.

Durante a nossa vida vamos conhecer várias pessoas. Cada uma pode nos dar um pouco de felicidade e nos ensinar algo durante esse caminho. Seja pra vida toda, seja por pouco tempo, todo mundo que passa pelo nosso caminho deixa alguma contribuição. Pode ter sido a pessoa certa na hora errada, a errada na hora certa, o importante é ter saído dessa com a sensação de que valeu a pena, mesmo que não tenha durado.

Oportunidades Perdidas

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É estranho parar para pensar na transitoriedade das coisas. De ideias, momentos, sentimentos, situações, e até mesmo de pessoas. Você se pega fazendo planos, calculando riscos, ensaiando discursos, e de uma hora pra outra acontece algo que muda tudo.

De repente você já não tem mais as oportunidades de antes. De repente tudo que você pensava conhecer se transforma em algo nunca imaginado. De repente o tempo já passou e você continuou apenas a esperar que algo acontecesse, sem fazer nenhum esforço pra que se tornasse algo concreto. De repente você já não tem mais a chance de dizer aquelas coisas que tanto planejou e sabia que poderiam dar um rumo novo a sua vida. De repente o tempo passa, pessoas vão embora, sentimentos morrem, situações mudam e a sua vida continua, mesmo com o seu curto prazo de validade.

Apesar disso, você continua aí.. Esperando, pensando, calculando, planejando. E a vida, transitória como é, não mede esforços na hora de mostrar que você precisa ser mais que um mero telespectador, vendo as coisas acontecerem a sua volta. Cabe a você decidir se vai só continuar assistindo ou vai finalmente se levantar e começar a fazer parte dela.

O tempo de cada um

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A verdade é que a vida não para esperar que fiquemos bem. As pessoas que vivem ao nosso redor também não. Toda vez que acontece algo de ruim ouvimos aquele básico “vai dar tudo certo, agora é bola pra frente e você vai se dar bem” e pronto, as pessoas acham que isso é o suficiente pra que você se recomponha e volte a viver como se nada tivesse acontecido.

Querem que você ande pelos mesmos lugares, fale com as mesmas pessoas, ouça as mesmas musicas e não lembre de nada do que se passou. “Já foi, acabou, você vai ficar bem, agora esqueça isso que eu preciso conversar sobre qualquer besteira”. Acontece que o que não faltam são pessoas te dando palpites sobre a vida, o que você deve fazer, a quem você deve ou não dar uma chance, quando na verdade elas esquecem que quem vai colher as consequências é você, e nem sempre elas estão ali pra ajudar.

Posso parecer meio dura, mas acho que, apesar de conselhos serem bem-vindos, as decisões são minhas porque quem vai ter que conviver com as consequências delas no futuro sou eu. E, se em algum momento eu precisar tirar mais que 20 minutos pra superar alguma coisa, eu vou fazer isso, apesar de todos esperarem o contrário. Dá licença, mas às vezes pra me entender eu preciso curtir a minha tristeza.