Ah, saudade…

Pode ser que não pareça, mas sou feita de saudades. Onde quer que eu esteja, sempre haverá alguém ou algo que faça falta e eu acho que nunca vou saber lidar cem por cento com isso. Eu aceito, é verdade. Afinal, se não há nada que eu possa fazer para mudar a situação, de nada adianta ficar reclamando. Mas às vezes a saudade bate tão forte que é meio difícil se calar a respeito.

O problema é que a que mais dói é aquela saudade de coisas incertas. Que eu não faço ideia se um dia voltarei a fazer, ter, ver e conviver. Sabe? Daquela vontade de contar uma novidade a alguém que já não é mais tão próximo assim. Ou também de passar horas ouvindo esse alguém contar sobre as suas histórias de vida que você tanto gostava de ouvir.  Daquele tempo em que tudo era tão mais simples, mas você ainda não tinha sabedoria suficiente para reconhecer e valorizar isso. De quando você possuía o controle de determinadas situações e sabia exatamente o que fazer e o que dizer.

Reservei um tempo para reviver esses momentos e tudo de bom que eles me proporcionaram, é verdade. Mas o fato de sentir saudades do que já passou não quer dizer que eu deseje viver presa ao passado. Significa apenas que reconheço que parte do que sou e tenho hoje e graças a muitos desses momentos. E depois de um certo tempo eu finalmente aprendi que essa é a melhor forma de lidar com certas ausências.

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