Eu também sou mulher direita

Eu também sou uma moça de família. Nunca destratei os meus pais ou meus avós. Trato os idosos com o máximo de respeito e consideração. Sou louca por crianças e tenho mais cuidado com elas que qualquer outra coisa.

Eu também sou uma mulher de valor. E não é porque saio pra beber com minhas amigas que isso vai ser diferente. Ou por gostar de dançar como se não tivesse ninguém olhando. Nem por ser bem resolvida a respeito do que quero de outras pessoas. Muito menos por deixar isso claro sem rodeios.

Eu também sou mulher direita. E não alguém pra te distrair quando você estiver cansado da sua namorada. Ou alguém com quem você acha que pode fazer o que quiser, sumir e depois voltar quando bem entender. Muito menos um passatempo qualquer, a não ser que estejamos de acordo. Inclusive me reservo o direito de estar de acordo, sem ser julgada por isso.

Eu também sou uma moça de família, mas isso não me impede de ser bem decidida e independente. Mas acima de tudo, eu sou uma mulher que exige respeito. E nada do que você diga ou faça vai mudar isso.

Não exija demais de mim

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Queria deixar algo claro pra você. Antes de você aparecer, eu nunca havia sentido tanta vontade de me jogar no mundo com alguém. Talvez você não acredite nisso, mas sempre fui daquelas solteiras convictas e extremamente satisfeitas com isso, até que você me fez ter vontade de abrir mão da minha tão amada liberdade pra me comprometer.

Mas sabe, isso não quer dizer que deixei toda minha vida e meus costumes para trás. Eu ainda tenho muitos problemas de confiança, ainda não sinto vontade de me abrir como você faz com tanta facilidade. E veja bem, eu preciso que você aprenda a respeitar isso. Do mesmo modo que aprendi (e ainda estou aprendendo) a lidar com sentimentos de outra pessoa que não seja eu.

Sua eterna mania de achar que não estou me abrindo por não estar cem por cento comprometida me machuca, sabia? Me faz até questionar se é assim mesmo que deveria ser. Você sempre me disse que um relacionamento é feito de altos e baixos. Só que, sinceramente, de uns tempos pra cá eu não vejo tantos altos assim. E, se os bons momentos não superam todas as nossas brigas, será que realmente vale a pena?

O que eu queria deixar claro é que nunca antes havia me sentido tão segura ao lado de alguém. O que mais quero no mundo é transformar todo os nossos erros em acertos. Mas pra isso, meu bem, você precisa pelo menos tentar entender que antes de tudo, como já dizia a música, você se apaixonou pelos meus erros. E eu honestamente não estou pronta para me livrar de todos eles.

Amizade é via de mão dupla

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Ao longo dos meus míseros 19 anos de idade, se teve uma coisa que nunca vi foi algum relacionamento dar certo quando só houve esforço de uma das partes. Não estou falando de se esforçar para impressionar e dar motivos para que o outro queira ficar, afinal, sempre fui adepta a filosofia que diz que se precisamos nos esforçar tanto para manter alguém ao nosso lado, é porque ele não merece estar ali. Além disso, cheguei em uma fase em que só vejo necessidade de conviver com quem realmente tem algo a acrescentar e me mostra que todo o “esforço” é mútuo.

Estou aqui falando não em insistir para que o outro fique, e sim em não dar motivos para que ele vá. Em evitar confusões desnecessárias por motivos que logo, logo serão esquecidos. Reconhecer que não é porque é seu amigo que te pertence exclusivamente. Reconhecer também que cada um tem suas limitações e o que pode ser algo pequeno e sem importância para você pode vir a se tornar uma grande magoa para o outro. Aprender a passar por cima do orgulho por quem merece e se desculpar por qualquer mal causado mesmo que sem intenção. Aprender também a perdoar e se dar conta de que, como seres humanos, somos todos passíveis ao erro, e não será seu amigo que vai fugir da regra. Aprender que na amizade verdadeira não existe ganhador e perdedor, existem duas pessoas que abrem mão de certas coisas por um bem maior.

Já perdi as contas de quantos “amigos” perdi até hoje por falta dessas coisas básicas. Por falta de respeito, de confiança, de compreensão. Dizem que, à medida em que envelhecemos, nosso círculo de amizade tende a diminuir. Não desejo que comigo seja diferente. Desejo apenas que comigo fiquem os poucos, os bons, os loucos e, acima de tudo, os que, não importa a distância ou o tempo que fiquem afastados, sempre estarão ali.