“Quando a mente muda a gente anda pra frente…”

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Acordei com o barulho da chuva na janela. O “friozinho” que fazia só me deixava com mais vontade de passar o resto do dia embaixo do edredom. Não sei se é assim com todo mundo, mas dias chuvosos sempre me fizeram refletir. Eu, que já falei tanto sobre mudanças, me peguei mais uma vez analisando todas pelas quais já passei.

Uma das mais perceptíveis de uns bons meses pra cá foi a de deixar alguém ir. Finalmente me libertar de algo que me fazia mal e que hoje posso olhar de longe (ou até mesmo de perto) e desejar verdadeiramente o bem. Que não insista em voltar a ser presente, mas que fique bem. Engraçada essa situação, de não se afetar mais com algo que já foi uma parte tão importante na vida. E o motivo que me leva a desejar discorrer sobre isso (correndo o risco de soar repetitiva) é somente porque, por um momento, nunca pensei que fosse chegar a esse ponto.

Mas o tempo, que todos dizem ser tão generoso (e pra provar isso basta olhar umas fotos da minha infância) realmente se encarrega de mostrar quem vale a pena, e quem – parafraseando Fernanda Estellita -, depois de já ter feito mal, dificilmente voltará a fazer bem. Mas, mais importante ainda, é que o tempo dá a maturidade necessária pra aceitar essas coisas.

Parei pra pensar também (e pra tentar aceitar) que, sabe, eu sinto falta desse “querer alguém”. Temos essa mania ridícula de esconder sentimentos e insistir em joguinhos, mas no fundo, por mais fria que uma pessoa seja, “querer alguém” traz consigo sensações únicas que, nem que seja no começo, nos fazem o maior bem do mundo.

O melhor sobre essas mudanças é justamente a sua constância. Ontem acordei extremamente satisfeita. Hoje acordei com vontades. Amanhã, quem sabe, posso começar a realizá-las, e o tempo vai me ajudar a descobrir como.

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Nosso fim que nunca acaba

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Sonhei com você essa noite. Foi a quarta vez só essa semana. Tive medo de escrever sobre isso porque sei que a partir do momento que escrevo, eu preciso encarar a situação, e eu não sei se já estou pronta pra isso. Sabe como é, nossa história de idas e vindas sempre arranja um jeito de se estender por mais um capítulo, e eu hoje não tenho mais tanta ânsia de saber qual é o final.

Acho que o problema é que nos meus sonhos você é tão mais coerente que na vida real que parte de mim teima em achar que isso pode se tornar realidade. A gente já passou por tanta coisa que eu ainda me pergunto se eu fui a única que mudei em relação a isso tudo. Não é possível que você continue ai estagnado, tomando as mesmas atitudes erradas e esperando resultados diferentes. Eu gostaria realmente de saber quando você vai cair na real e perceber que nem tudo acontece do jeito que você quer, e se você não está disposto a mudar, uma hora as coais simplesmente vão parar de acontecer.

Olha, o mundo anda bem injusto e complicado, não sei se você já percebeu. Eu queria poder te fazer enxergar tudo isso, mas acontece que eu já aceitei que não depende só de mim. Quando é que você vai aceitar a realidade e começar a fazer sua parte?

Transformações Inerentes

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Cá estou eu querendo falar de mudanças de novo. O fato é que se há um ano atrás me perguntassem onde eu me veria dentro de um ano, a resposta com certeza não teria nada a ver com a minha situação atual.

Se tem uma coisa que eu não imaginava, é que eu fosse precisar mudar de cidade. Mas as mudanças sobre as quais eu quero falar não são essas que envolvem caixas e malas, nem nada disso. Quero falar sobre as que vêm junto à essas outras, com o passar do tempo. Por um bom tempo eu continuei indignada com o fato de ter precisado me mudar, não aceitava de jeito nenhum ser tirada de perto, de forma tão ríspida, de tudo aquilo que eu estava acostumada. Eu não estava nem um pouco satisfeita em ter que sair da minha zona de conforto, não pelos motivos que me levaram a fazer isso.

Calma, não estou aqui dizendo que agora está tudo às mil maravilhas. Acontece que eu finalmente vi na prática essa de que “há certos males que vêm para o bem”. Adquiri certa maturidade e parei de reclamar, já que isso só estava me prejudicando e me fechando pro mundo. Percebi que essa talvez seja uma oportunidade que favoreça minha vida profissional. Conheci pessoas que pretendo levar pra minha vida toda. Entendi que aprender a se virar na prática pode não ser o mais fácil, mas é um ótimo modo de crescer.

Não quero dizer que não pretendo voltar pra “casa”. Pelo contrário, pretendo voltar assim que for possível. Mas isso não quer dizer que eu não possa aproveitar as oportunidades que surgirem enquanto isso não acontece. Afinal, quem mais pode aproveitar a sua vida senão você? E se me perguntarem onde estarei daqui um ano? Não sei, mas faço questão de pagar pra ver.